Como criar um quarto Montessoriano?

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Um espaço pensado para as crianças, deverá ser um espaço à sua medida. Deve oferecer vários estímulos para fomentar a sua independência, responsabilidade e liberdade de criação.São estes os fundamentos do estilo montessoriano, baseado no conjunto de práticas aplicadas à educação, criadas por Maria Montessori, médica e pedagoda Italiana, no início do século XX.Para além de estar associado a um método educacional com que muitos pais de identificam, por ser um quarto à medida da criança,  é também mais seguro para que este possa explorá-lo sem tantos perigos. Dever evoluir e ir acompanhando as diferentes fases da criança, desde a fase de recém-nascido, até aos 3 anos ou mesmo à fase escolar.São comuns nestes espaços as madeiras , os materiais naturais e a predominância de cores claras para que não existam demasiados estímulos desnecessários e até cansativos.Para além disto, queremos falar-lhes um pouco sobre aquilo que realmente não pode ficar de fora, quando estiver a pensar criar um quarto montessoriano para o seu ou seus pequenos:

1 – Cama baixa

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A cama baixa dá à criança a liberdade para explorar.Existem várias modelos possíveis, tanto com a estrutura e estrado directamente sobre o chão, como com pés com cerca de 3/ 4 cms de altura. Aqui o verdadeiramente importante é garantir a facilidade com que a criança na fase em que começa a andar, consegue subir para a cama e descer dela, sem a dificuldade ou risco de cair de uma altura considerável e magoar-se.  Numa primeira fase, a colocação de almofadas de chão ou colchões de brincar, junto à cama, são boas hipóteses, até a criança se habituar.Nestes espaços, cama baixa é sugerida mesmo desde a fase de recém-nascido, substituindo o habitual berço. Neste caso, a justificação tem a ver com a altura mas também com o que o bebé vê quando acorda, tendo a sua visão «bloqueada» pelas grades do berço.

2 – Espaços diferenciados de acordo com as funções

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Por mais que o quarto seja pequeno, procura-se garantir que existem pequenas zonas diferenciadas. A distribuição destas zonas deverá ser feita garantindo sempre a facilidade de movimentação da criança e o seu espaço para brincar e explorar.É importante para a criação de uma ordem e estabelecimento de rotinas necessárias, quando a criança começa a explorar os eu espaço. Esta começa desde cedo a perceber que uma função ou actividade corresponde a uma zona. Quando termina uma actividade numa zona, deverá ser capaz de, à medida que vai crescendo, arrumar os seus brinquedos ou livros, antes de passar para aproxima tarefa. 

3 – Mobiliário proporcional à criança

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Outro ponto chave e que todos adoramos. Uma espécie de «Portugal dos pequeninos» versão quarto. O mobiliário deve ser proporcional ao tamanho e altura da criança, para que esta sinta o espaço como seu, e possa sozinha facilmente chegar aos seus brinquedos, livros, ou mesmo a roupa que já foi previamente selecionada pelos pais.

4 – Organização

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Bom. Sabemos que este é um ponto fundamental em qualquer quarto ou espaço.Mas aqui, e nesta fase de constante aprendizagem, é fundamental que a criança se habitue a uma ordem.  Assim ela irá também conseguir com facilidade, realizar as suas tarefas e actividades. Deverá  garantir-se que não existam demasiados elementos expostos que irão dificultar a concentração.Os brinquedos, livros e roupas mais usados, deverão estar acessíveis, enquanto as zonas mais altas de estantes, roupeiros e cómodas, recebem aqueles que não são tão usados pela criança.

5 – Estímulos

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Escolher estímulos que possam facilitar e promover o interesse da criança e eliminar os que possam dificultar a concentração do bebé/ criança, nas suas diferentes fases.A presença de um espelho a uma altura baixa, por exemplo, tem o intuito de que a criança possa reconhecer-se e desenvolver capacidades de coordenação de movimentos, ao ver o seu reflexo. Irá também reflectir o ambiente em diferente ângulo, o que ajuda também a despertar a sua curiosidade sobre o espaço.As barras de apoio, são outro bom exemplo. Ajudam a criança a movimentar-se na fase em estão ainda a aprender a caminhar e podem ser afixadas nas paredes em sentido horizontal ou vertical.O posicionamento e distribuição dos brinquedos, a existência de mobils, ou até a colocação de quadros e elementos nas paredes, à altura da criança (e não do adulto), são tudo formas de estimular a criança no seu desenvolvimento e apropriação do espaço.

6 – Tapetes

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Tanto quando sai da cama, como quando explora o seu quarto no espaço livre, os tapetes têm uma grande importância. Deverão tornar esta exploração do espaço mais confortável e segura. Para além disso, são essenciais para demarcar zonas e ajudar a criança a identifica-las.Poderá por exemplo optar-se por um tapete grande que cubra todo o chão e crie uma superfície menos fria e dura para a criança, e pela sobreposição de tapetes mais pequenos, na área de actividades, por exemplo.Escolher modelos com diferentes texturas e espessuras, irá representar diferentes experiências sensoriais para os pequenos.

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